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Tópicos relacionados ao projeto acadêmico de mestrado de Domingos Bernardo

Mais sobre Aspectos do Plano de Pesquisa

Olá a todos, bom dia,

Agora preciso falar um pouco mais sobre os outros dois aspectos de maior importância no projeto:

  • Conceitos de Criação e Gestão do Conhecimento nas organizações;
  • Tecnologias para desenvolvimento de aplicações web.

Na verdade os dois aspectos estão interligados. Porque a idéia por completa do projeto de mestrado, esta em disponibilizar todo conteúdo levantado nos estudos e pesquisas na área de sistemas de navegação inercial,  através de um web site com caráter didático.

Uma aplicação web que disponibilize informações na área de sistemas de navegação inercial que atenda aos seguintes objetivos:

  • Armazenar conteúdo e informações na área contexto;
  • Ambiente internacionalizado com possibilidade da mesma informação estar disponível em diversos idiomas;
  • Ambiente que inclua aplicações gráficas com recursos de interatividade para o usuário;
  • Criar e reunir uma comunidade pessoas de interesse comum na área de contexto.

Quando ficou definido que todas informações levantadas nas pesquisas e estudos do projeto de mestrado deveriam estar em uma aplicação web de caráter didático, surgiu a seguinte pergunta:

Como um web site poderia ter caráter didático ?

Para responder a essa questão, assisti algumas disciplinas na engenharia de produção da POLI, entre elas, a disciplina PRO5846Gestão da Informação e do Conhecimento: Conceitos e Estratégias ministrada pelos Profs. Drs. Davi Nakano e Marcelo Pessoa. Durante o período de curso da disciplina, tive oportunidade de conhecer diversos colegas e professores, e discutir sobre as principais referências bibliográficas da área.

Dentre várias referências bibliográficas, a que me chamou mais atenção foi o livro “A Criação de Conhecimento na Empresa – Como as Empresas Japonesas Geram a Dinâmica da Inovação” de Ikujiro Nonaka e Hirotaka Takeuchi.

Nonaka e Takeuchi conceitualizaram um modelo para criação e gestão do conhecimento nas organizações, chamado de modelo SECI.  O modelo divide o conhecimento em duas partes, conhecimento tácito e explícito, sendo atualmente  muito empregado por diversas empresas japonesas.

Pesquisando sobre o modelo SECI, encontrei o artigo “The Web 2.0 driven SECI model based learnin process“, que foi onde percebi que o conceito do modelo SECI para criação e gestão do conhecimento na organizações proposto por Nonaka e Takeuchi, poderia ser utilizado em uma aplicação web para acrescentar características que tornam o ambiente didático.

Em paralelo, o aspecto sobre as tecnologias para desenvolvimento de aplicações web entra em cena, para viabilizar a construção de um web site que possa atender a todos objetivos estabelecidos acima.

Concluindo o post, gostaria de acrescentar que através de um servidor web, sediado no Laboratório de Sensores ÓpticosLSO, estarei disponibilizando um web site com informações na área de contexto de sistemas de navegação inercial que atenda aos objetivos descritos acima.

até o próximo post,

abraço a todos,

até mais.

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Aspectos do Plano de Pesquisa

Olá a todos,

Dando continuidade na apresentação do meu plano de pesquisa,

Uma vez conversando com um professor da POLI, ele me disse que são os aspectos que devem delinear um trabalho acadêmico. Desta maneira um pesquisador deve em primeiro lugar conhecer os aspectos principais do seu trabalho.

Se pensarmos em aspectos como os lados de um polígono, um trabalho com poucos aspectos (um aspecto representa um ponto e dois aspectos representam uma reta) é um trabalho que precisa ser melhor definido, e por outro lado, se estiver com muitos aspectos (polígono com muitos lados) trata-se de um trabalho que precisa ser melhor refinado. Ou seja um trabalho acadêmico não deve ter nem muitos e nem poucos aspectos.

Você conhece quantos e quais são aspectos do seu trabalho acadêmico ?

Na minha dissertação de mestrado estarei explorando três aspectos (um polígono de três lados). Acredito que três aspectos sejam o número ideal para uma dissertação de mestrado.

Apresento abaixo um triângulo com os aspectos que compõem o meu trabalho de mestrado:

Três aspectos principais do meu plano de pesquisa

Três aspectos principais do projeto de mestrado

É importante sempre levar em consideração quando estivermos definindo os aspectos de um trabalho, de quais são os recursos disponíveis para realizar os objetivos propostos no trabalho (dados, informações, material didático, apoio do orientador, entre outros fatores).

Pensando desta forma, percebam que não defini os aspectos do meu trabalho de maneira aleatória, apenas por afinidade !

Escolhi a área de sistemas de navegação inercial por ser uma das áreas de pesquisa do Laboratório de Sensores Ópticos – LSO, que tem diversos recursos dentro deste contexto e também por ser uma área de mercado de trabalho que se encontra em amplo crescimento.

Atualmente sou aluno regular do programa de pós-graduação de engenharia da Escola Politécnica de São Paulo, incluso no departamento PEA, estando ligado ao LSO, sobre orientação do Prof Dr. Josemir Coelho Santos.

Minhas atividades diárias no laboratório são de auxiliar todos colegas pesquisadores na minha área de conhecimento, dar andamento e continuidade aos estudos e pesquisas relacionados ao meu plano de pesquisa de mestrado, e a partir do início de 2009, atuar em um projeto para desenvolver softwares simuladores de trajetórios para sistemas de navegação inercial.

Nos próximos post’s estarei explicando um pouco mais sobre as minhas opções de escolha nos aspectos que tagem o meu trabalho de mestrado.

Abraço, até a próxima !

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Plano de Pesquisa II

Olá, Bom dia a todos,

Feliz 2009 para todos que visitam o Blog Acadêmico !

Hoje vou falar um pouco mais sobre meu plano de pesquisa,

Conforme pode ser verificado nos post’s do mês de dezembro, existem algumas etapas a serem cumpridas pelos alunos da pós-graduação da Escola Politécnica de São Paulo. Dentre elas o processo de ingresso, definição de um plano de pesquisa, cumprimento de créditos para mestrado ou doutorado (cumprir às disciplinas), qualificação e defesa.

O plano de pesquisa descreve a proposta de pesquisa do aluno. Trata-se daquilo que o aluno pretende estudar e realizar durante o processo de pós-graduação.

O aluno pode encontrar em anexo ao site da USP, no Sistema Integrado de BibliotecasSIBi, um documento para auxiliar na construção e formatação da dissertação de mestrado ou na tese de doutorado.

Diretrizes para apresentação de dissertações e teses da USP

Este documento descreve de forma simples e objetiva, em acordo com a ABNT, o que deve comtemplar uma dissertação mestrado e tese doutorado:

Dissertação – documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar, e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor), visando a obtenção do título de mestre.

Tese – documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa a obtenção de título de doutor ou livre-docência.

Respeitando o que está descrito acima, o plano de pesquisa deve apresentar um tema de contexto para a pesquisa, cronograma e objetivo que atenda as exigências impostas por uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado.

Abaixo relaciono todos itens do objetivo do meu plano de pesquisa:

  • Realizar amplo levantamento bibliográfico no contexto de sistemas de navegação inerciais em âmbito nacional e internacional;
  • Definir e configurar ambiente na internet para hospedagem de um portal educacional para comportar aplicações para simulação de sistemas de navegação inercial;
  • Implementação do ambiente na internet definido para comportar o portal educacional;
  • Elaborar análise de sistemas e modelagem de dados para desenvolvimento de uma aplicação de simulação de um sistema de navegação inercial;
  • Desenvolvimento da aplicação de simulação de sistema de navegação inercial empregando conceitos de orientação a objetos;
  • Realização de testes e implantação dos componentes de forma distinta e a aplicação de simulação de navegação inercial no portal educacional.

Nos próximos post’s pretendo contar em mais detalhes como vou fazer para atender a todos itens propostos nos objetivos do meu plano de pesquisa.

Abraço a todos,

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Programa de pós-graduação II

Olá a todos,

Final de ano, deveria estar mais tranquilo, sem aulas… Estou no momento preparando uma apostila de compiladores para o curso de EAD que vou ministrar na UNISA DIGITAL.

Preparo também um estudo sobre o artigo “Java Runtime Systems: Characterization and Architectural Implications“, publicado no IEEE Transactions On Computer, vol 50, No. 2, Fevereiro, 2001. Esse trabalho servirá como referência para o estudo realizado pelo meus orientados de TCC no curso de Sistemas de Informação na Universidade Santo Amaro – UNISA onde leciono.

Agora falando sobre o que interessa, apresento abaixo as disciplinas que conclui no programa de pós-graduação da POLI. Claro existem outras disciplinas que me matriculei, mais que não terminei, muito provavelmente por motivos estratégicos.

Cheguei na POLI ainda quando cursava o quarto ano de engenharia elétrica na Universidade Católica de Santos. Uma bela noite, o Prof. Edmilson perguntou na sala se alguém gostaria de visitar a POLI na cidade universitária. Só eu levantei a mão. No ano seguinte fui na POLI a convite do Prof. Edilson que me apresentou o Prof. Dr. Javier Ramirez, coordenador do grupo SIMSensores Integrados e Micrositemas.

Logo após me formar ainda não tinha um plano de pesquisa, mais já estava no grupo SIM fazendo iniciação cientifica. Procurando por um tema e aguardando por fazer a inscrição para o processo de ingresso.

Fiz a prova no final de 2006 e ingressei oficialmente no programa no começo de 2007.

Segue abaixo as disciplinas que conclui:

Terceiro ciclo 2006Aluno Ouvinte:

  • PSI5859Métodos Experimentais no Desenvolvimento de Sensores Integráveis – Prof. Dr. Javier Ramirez Fernandez;

Primeiro ciclo 2007Aluno Especial:

  • PSI5760 Vizualização Cientifica– Prof. Dr. Marcelo Zuffo;
  • PTR5788Cartografia Digital – Prof. Dr. Jorge Cintra.

Segundo ciclo 2007Aluno Especial:

  • PCS5000Depósito de Dados – Prof. Dr. Jorge Rady de Almeida Junior.

Terceiro ciclo 2007Aluno Especial:

  • PRO5846Gestão da Informação e do Conhecimento: Conceitos e
    Estratégias
    – Profs. Drs. Marcelo Pessoa e Davi Nakano;
  • PRO5843 Projeto do Trabalho, ergonomia e teorias organizacionais – Prof. Dr. Fausto L. Máscia.

Primeiro ciclo 2008Aluno Especial:

  • PRO5768Sistemas de Informações na Produção – Prof. Dr. Mauro de Mesquita;
  • PTR5005Evolução Técnica da Cartografia – Prof. Dr. Jorge Cintra.

Segundo ciclo 2008Aluno Especial:

  • PRO5839Organização Industrial e Desenvolvimento Tecnológico – Prof. Dr. Renato Garcia.

Terceiro ciclo 2008Aluno Regular:

  • PEA5716 Componentes e Sistemas de Sensoriamento a Fibras Ópticas – Prof. Dr. Josemir Coelho Santos.

Agora falta apresentar o plano de pesquisa !

Fica para o próximo post,

Abraço a todos.

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Programa de pós-graduação I

Olá bom dia,

Hoje vou falar um pouco sobre o programa de pós-graduação da engenharia elétrica da POLI. Para quem tem interesse em ingressar no programa, segue abaixo algumas dicas.

Prédio da Engenharia Elétrica da POLI - USP

Prédio da POLI - USP (Elicrisko, Flickr 2005)

Em princípio é necessário acompanhar as datas de inscrição no site da pós-graduação da engenharia elétrica da POLI.

O programa de pós-graduação da POLI funciona em três ciclos de quatro meses por ano. Normalmente as inscrições podem ser realizadas em duas épocas no ano. São abertas inscrições para ingressos de novos alunos no primeiro ciclo e no terceiro ciclo.

Durante a inscrição o candidato deve escolher um departamento como opção. O aluno deverá fazer uma prova de admissão para ingresso no programa de pós-graduação. O conteúdo da prova será de acordo com a escolha do departamento.

Resumindo, o caminho das pedras no programa de pós-graduação consiste das seguintes etapas:

  • Inscrição no processo de admissão do programa de pós-graduação;
  • Ingresso no programa (prova na área de opção);
  • Escolher orientador na área de opção;
  • Plano de pesquisa com proposta de projeto de trabalho;
  • Cumprir créditos obrigatórios (disciplinas), 7 disciplinas para mestrado e 12 disciplinas para doutorado;
  • Uma publicação nacional para mestrado e duas publicações para doutorado (uma nacional e outra internacional);
  • Qualificar a dissertação de mestrado (banca com três professores) ou tese de doutorado (banca com cinco professores);
  • Defender a dissertação ou tese.

Obs I : Não perder de forma alguma prazos, que são sempre curtos, de matricula das disciplinas, de inclusão de disciplinas, de exclusão de disciplinas (ótima estratégia), de qualificação e de defesa;
Obs II : As notas devem ser A ou B, com exceção de uma nota C que pode ocorrer durante todo o programa de pós-graduação.

Parece difícil ? Nem tanto, é possível, é viável, vale a pena, muda a vida !

Uma coisa legal, pelo menos eu acho é que os alunos podem estar sobre três regimes, claro aos quais eu passei também.

  • Aluno Ouvinte – Aluno não matriculado no programa de pós-graduação (ainda, sonha com isso!), mais como quer tanto estar no programa de pós-graduação da POLI, cola nos professores e solicita para assistir a disciplina, mesmo não valendo nada.
    Normalmente são os melhores alunos da sala, porque estão ali porque querem, eu fui aluno ouvinte, é sempre a mesma coisa, são os alunos que mais correm atrás. Pena que não são todos professores que aceitam alunos ouvintes.
    Obs I: Tem aluno ouvinte, que depois que ingressa no programa de pós-graduação consegue validar aquela disciplina que fez como ouvinte, nesse caso o aluno ouvinte foi muito bem !
  • Aluno Especial – Aluno que passou na prova de ingresso, mais ainda não fez a prova de idiomas (tem uma prova de idiomas). A prova de idiomas pode ser feita até a qualificação. Quando o aluno faz a prova de idiomas e é aprovado, esse aluno passa ao status de aluno regular (top de linha). Porém existem vantagens e desvantagens de ser aluno especial. As vantagens são que o aluno especial, quando passa a regular escolhe as disciplinas que deseja regularizar, assim se tiver alguma nota C, pode dispensá-la. A desvantagem a partir de 2009 é que o aluno especial pode validar apenas 30% dos seus créditos, ou seja, a cada três disciplinas feitas o aluno especial valida apenas uma. Acabou a moleza, todo mundo deve se tornar aluno regular o mais breve possível para conseguir validar 7 ou 12 disciplinas conforme o plano de mestrado ou doutorado.
    Obs I: Quando o aluno especial validar suas disciplinas, a sua data de ingresso contará a partir da data de matricula da disciplina mais antiga, sendo que a partir dessa data (data da matricula da disciplina mais antiga) que contará como data de início do programa de pós-graduação do aluno. Essa data é importante porque o aluno no caso do mestrado tem um tempo total de 2 anos e 6 meses para qualificar e mais 6 meses para defender, no total de 3 anos. O programa de pós-graduação de doutorado determina no máximo para 5 anos, ou seja 4 anos e 6 meses para qualificar e mais 6 meses para defender. Ou seja na hora de mudar de status de aluno especial para regular é importante pensar em quais disciplinas validar para determinar a data de início do programa.
    Obs II: O prazo mínimo para defender é 6 meses.
  • Aluno Regular – Aluno que já passou de tudo nessa vida. Tem que cumprir suas disciplinas o mais rápido possível (só nota B e A), qualificar e defender. Uma vantagem é a carteirinha de estudante regular, paga meia em tudo !

Atualmente sou aluno regular, fiz várias disciplinas até agora, e ainda prentendo fazer mais algumas.

Estarei também qualificando no ano que vem, mais isso é uma história que contarei mais para frente.

Abraço a todos,

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Acelerômetros e Giroscópios

Olá a todos,

Ainda em como tudo começou…

Para explicar um pouco melhor a escolha da pesquisa na área de Sistemas de Navegação Inercial gostaria de acrescentar que:

  • Os equipamentos necessários para realizar as medições de aceleração e rotação de um móvel são acelerômetro e giroscópio;
  • Os acelerômetros são utilizados para medir a aceleração;
  • Os giroscópios para detecção de movimentos de rotação.

Desta forma, um Sistema de Navegação InercialSNI (Inertial Navigation System) utiliza-se de Unidades de Medição InercialUMI (Inertial Measurement System) que contenham Arranjos de Sensores InerciaisASI (Inertial Sensors Arrays). Estes arranjos devem conter conjuntos de acelerômetros para a medição de força específica e conjuntos de giroscópios para detecção de movimentos de rotação, (Lima, 2005).

A figura acima apresenta um SNI distribuído em blocos que representam a aquisição de dados através dos sensores, o processo tratamento de erros, e ao final a etapa de processamento dos dados em algoritmos para navegação.

Outro detalhe importante é que um ASI contêm uma tríade de acelerômetros e giroscópios, com um conjunto de acelerômetro e giroscópio para o eixo X, um conjunto para o eixo Y, e outro conjunto para o eixo Z. Desta forma é possível detectar movimentos de aceleração e rotação nos três eixos.

Repare que os dados são detectados pelos sensores contidos no ASI, que em seguida são enviados para UMI, onde é realizado o processo de compensação nos dados. Durante a detecção dos dados por parte dos sensores, digamos que eventuais interferências ou problemas inerentes ao modo de fabricação dos dispositivos envolvidos, podem influenciar na detecção dos dados.

Assim dois fatores de compensação são apresentados na figura, mais é importante ressaltar que não são os únicos fatores que podem influenciar durante a detecção dos dados por parte dos sensores. Porém são fatores passíveis de comparações e podem ser empregados para análises.

  • Fator de escala – Em escala de partes por milhão (ppm), qual fidelidade que os sensores conseguem reproduzir a sensação de rotação e aceleração;
  • Bias – Erro independente da taxa de rotação ou aceleração;

Na próxima etapa os dados são enviados ao SNI que processa as informações através de algoritmos que apresentam como saída ou resultado a posição, velocidade e atitude de um móvel.

Para concluir este post, existem alguns giroscópios que são fabricados utilizando fibras ópticas, e a assim surge a relação da área dos Sistemas de Navegação Inercial com o Laboratório de Sensores Ópticos do PEA.

O LSO desenvolve pesquisas na área de desenvolvimento de giroscópios com fibra óptica, imerso nesse contexto, aparece a possibilidade da implementação de softwares simuladores de Sistemas de Navegação Inercial que possam auxiliar na caracterização de giroscópios e outros equipamentos ligados a área.

A partir dessas informações surgiu a idéia do meu projeto de mestrado.

Abraço a todos,

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Sistema de Navegação Inercial

Uma vez escolhida a linha de pesquisa para o mestrado, vem a primeira pergunta,

O que seria um Sistema de Navegação Inercial ?

Um Sistema de Navegação Inercial – SNI pode ser utilizado na área de navegação de aviões, navios, submarinos, e outros móveis. Sua principal função é controlar a navegação do móvel informando sempre a posição e velocidade atual. Os Sistemas de Navegação Inercial precisam de um ponto inerte ou parado como referência para iniciar o controle da navegação.

Desta forma antes da decolagem de um avião, o piloto por obrigação, primeiro precisa parar com o avião na cabeceira da pista de decolagem. Configurar o sistema de navegação incluindo informações das posições de latitude, longitude e altura, utilizando como referência inerte a própria cabeceira da pista.

Após o SNI ser alimentado pela primeira vez ainda parado, o piloto pode iniciar o procedimento de decolagem e voar para seu destino. Durante todo o vôo, o SNI realiza o processo de calcular a posição e a velocidade atual, através da realimentação do sistema a partir de equipamentos instalados no avião que detectam movimentos de aceleração e a rotação.

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