Arquivo do mês: dezembro 2008

Programa de pós-graduação II

Olá a todos,

Final de ano, deveria estar mais tranquilo, sem aulas… Estou no momento preparando uma apostila de compiladores para o curso de EAD que vou ministrar na UNISA DIGITAL.

Preparo também um estudo sobre o artigo “Java Runtime Systems: Characterization and Architectural Implications“, publicado no IEEE Transactions On Computer, vol 50, No. 2, Fevereiro, 2001. Esse trabalho servirá como referência para o estudo realizado pelo meus orientados de TCC no curso de Sistemas de Informação na Universidade Santo Amaro – UNISA onde leciono.

Agora falando sobre o que interessa, apresento abaixo as disciplinas que conclui no programa de pós-graduação da POLI. Claro existem outras disciplinas que me matriculei, mais que não terminei, muito provavelmente por motivos estratégicos.

Cheguei na POLI ainda quando cursava o quarto ano de engenharia elétrica na Universidade Católica de Santos. Uma bela noite, o Prof. Edmilson perguntou na sala se alguém gostaria de visitar a POLI na cidade universitária. Só eu levantei a mão. No ano seguinte fui na POLI a convite do Prof. Edilson que me apresentou o Prof. Dr. Javier Ramirez, coordenador do grupo SIMSensores Integrados e Micrositemas.

Logo após me formar ainda não tinha um plano de pesquisa, mais já estava no grupo SIM fazendo iniciação cientifica. Procurando por um tema e aguardando por fazer a inscrição para o processo de ingresso.

Fiz a prova no final de 2006 e ingressei oficialmente no programa no começo de 2007.

Segue abaixo as disciplinas que conclui:

Terceiro ciclo 2006Aluno Ouvinte:

  • PSI5859Métodos Experimentais no Desenvolvimento de Sensores Integráveis – Prof. Dr. Javier Ramirez Fernandez;

Primeiro ciclo 2007Aluno Especial:

  • PSI5760 Vizualização Cientifica– Prof. Dr. Marcelo Zuffo;
  • PTR5788Cartografia Digital – Prof. Dr. Jorge Cintra.

Segundo ciclo 2007Aluno Especial:

  • PCS5000Depósito de Dados – Prof. Dr. Jorge Rady de Almeida Junior.

Terceiro ciclo 2007Aluno Especial:

  • PRO5846Gestão da Informação e do Conhecimento: Conceitos e
    Estratégias
    – Profs. Drs. Marcelo Pessoa e Davi Nakano;
  • PRO5843 Projeto do Trabalho, ergonomia e teorias organizacionais – Prof. Dr. Fausto L. Máscia.

Primeiro ciclo 2008Aluno Especial:

  • PRO5768Sistemas de Informações na Produção – Prof. Dr. Mauro de Mesquita;
  • PTR5005Evolução Técnica da Cartografia – Prof. Dr. Jorge Cintra.

Segundo ciclo 2008Aluno Especial:

  • PRO5839Organização Industrial e Desenvolvimento Tecnológico – Prof. Dr. Renato Garcia.

Terceiro ciclo 2008Aluno Regular:

  • PEA5716 Componentes e Sistemas de Sensoriamento a Fibras Ópticas – Prof. Dr. Josemir Coelho Santos.

Agora falta apresentar o plano de pesquisa !

Fica para o próximo post,

Abraço a todos.

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Programa de pós-graduação I

Olá bom dia,

Hoje vou falar um pouco sobre o programa de pós-graduação da engenharia elétrica da POLI. Para quem tem interesse em ingressar no programa, segue abaixo algumas dicas.

Prédio da Engenharia Elétrica da POLI - USP

Prédio da POLI - USP (Elicrisko, Flickr 2005)

Em princípio é necessário acompanhar as datas de inscrição no site da pós-graduação da engenharia elétrica da POLI.

O programa de pós-graduação da POLI funciona em três ciclos de quatro meses por ano. Normalmente as inscrições podem ser realizadas em duas épocas no ano. São abertas inscrições para ingressos de novos alunos no primeiro ciclo e no terceiro ciclo.

Durante a inscrição o candidato deve escolher um departamento como opção. O aluno deverá fazer uma prova de admissão para ingresso no programa de pós-graduação. O conteúdo da prova será de acordo com a escolha do departamento.

Resumindo, o caminho das pedras no programa de pós-graduação consiste das seguintes etapas:

  • Inscrição no processo de admissão do programa de pós-graduação;
  • Ingresso no programa (prova na área de opção);
  • Escolher orientador na área de opção;
  • Plano de pesquisa com proposta de projeto de trabalho;
  • Cumprir créditos obrigatórios (disciplinas), 7 disciplinas para mestrado e 12 disciplinas para doutorado;
  • Uma publicação nacional para mestrado e duas publicações para doutorado (uma nacional e outra internacional);
  • Qualificar a dissertação de mestrado (banca com três professores) ou tese de doutorado (banca com cinco professores);
  • Defender a dissertação ou tese.

Obs I : Não perder de forma alguma prazos, que são sempre curtos, de matricula das disciplinas, de inclusão de disciplinas, de exclusão de disciplinas (ótima estratégia), de qualificação e de defesa;
Obs II : As notas devem ser A ou B, com exceção de uma nota C que pode ocorrer durante todo o programa de pós-graduação.

Parece difícil ? Nem tanto, é possível, é viável, vale a pena, muda a vida !

Uma coisa legal, pelo menos eu acho é que os alunos podem estar sobre três regimes, claro aos quais eu passei também.

  • Aluno Ouvinte – Aluno não matriculado no programa de pós-graduação (ainda, sonha com isso!), mais como quer tanto estar no programa de pós-graduação da POLI, cola nos professores e solicita para assistir a disciplina, mesmo não valendo nada.
    Normalmente são os melhores alunos da sala, porque estão ali porque querem, eu fui aluno ouvinte, é sempre a mesma coisa, são os alunos que mais correm atrás. Pena que não são todos professores que aceitam alunos ouvintes.
    Obs I: Tem aluno ouvinte, que depois que ingressa no programa de pós-graduação consegue validar aquela disciplina que fez como ouvinte, nesse caso o aluno ouvinte foi muito bem !
  • Aluno Especial – Aluno que passou na prova de ingresso, mais ainda não fez a prova de idiomas (tem uma prova de idiomas). A prova de idiomas pode ser feita até a qualificação. Quando o aluno faz a prova de idiomas e é aprovado, esse aluno passa ao status de aluno regular (top de linha). Porém existem vantagens e desvantagens de ser aluno especial. As vantagens são que o aluno especial, quando passa a regular escolhe as disciplinas que deseja regularizar, assim se tiver alguma nota C, pode dispensá-la. A desvantagem a partir de 2009 é que o aluno especial pode validar apenas 30% dos seus créditos, ou seja, a cada três disciplinas feitas o aluno especial valida apenas uma. Acabou a moleza, todo mundo deve se tornar aluno regular o mais breve possível para conseguir validar 7 ou 12 disciplinas conforme o plano de mestrado ou doutorado.
    Obs I: Quando o aluno especial validar suas disciplinas, a sua data de ingresso contará a partir da data de matricula da disciplina mais antiga, sendo que a partir dessa data (data da matricula da disciplina mais antiga) que contará como data de início do programa de pós-graduação do aluno. Essa data é importante porque o aluno no caso do mestrado tem um tempo total de 2 anos e 6 meses para qualificar e mais 6 meses para defender, no total de 3 anos. O programa de pós-graduação de doutorado determina no máximo para 5 anos, ou seja 4 anos e 6 meses para qualificar e mais 6 meses para defender. Ou seja na hora de mudar de status de aluno especial para regular é importante pensar em quais disciplinas validar para determinar a data de início do programa.
    Obs II: O prazo mínimo para defender é 6 meses.
  • Aluno Regular – Aluno que já passou de tudo nessa vida. Tem que cumprir suas disciplinas o mais rápido possível (só nota B e A), qualificar e defender. Uma vantagem é a carteirinha de estudante regular, paga meia em tudo !

Atualmente sou aluno regular, fiz várias disciplinas até agora, e ainda prentendo fazer mais algumas.

Estarei também qualificando no ano que vem, mais isso é uma história que contarei mais para frente.

Abraço a todos,

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Acelerômetros e Giroscópios

Olá a todos,

Ainda em como tudo começou…

Para explicar um pouco melhor a escolha da pesquisa na área de Sistemas de Navegação Inercial gostaria de acrescentar que:

  • Os equipamentos necessários para realizar as medições de aceleração e rotação de um móvel são acelerômetro e giroscópio;
  • Os acelerômetros são utilizados para medir a aceleração;
  • Os giroscópios para detecção de movimentos de rotação.

Desta forma, um Sistema de Navegação InercialSNI (Inertial Navigation System) utiliza-se de Unidades de Medição InercialUMI (Inertial Measurement System) que contenham Arranjos de Sensores InerciaisASI (Inertial Sensors Arrays). Estes arranjos devem conter conjuntos de acelerômetros para a medição de força específica e conjuntos de giroscópios para detecção de movimentos de rotação, (Lima, 2005).

A figura acima apresenta um SNI distribuído em blocos que representam a aquisição de dados através dos sensores, o processo tratamento de erros, e ao final a etapa de processamento dos dados em algoritmos para navegação.

Outro detalhe importante é que um ASI contêm uma tríade de acelerômetros e giroscópios, com um conjunto de acelerômetro e giroscópio para o eixo X, um conjunto para o eixo Y, e outro conjunto para o eixo Z. Desta forma é possível detectar movimentos de aceleração e rotação nos três eixos.

Repare que os dados são detectados pelos sensores contidos no ASI, que em seguida são enviados para UMI, onde é realizado o processo de compensação nos dados. Durante a detecção dos dados por parte dos sensores, digamos que eventuais interferências ou problemas inerentes ao modo de fabricação dos dispositivos envolvidos, podem influenciar na detecção dos dados.

Assim dois fatores de compensação são apresentados na figura, mais é importante ressaltar que não são os únicos fatores que podem influenciar durante a detecção dos dados por parte dos sensores. Porém são fatores passíveis de comparações e podem ser empregados para análises.

  • Fator de escala – Em escala de partes por milhão (ppm), qual fidelidade que os sensores conseguem reproduzir a sensação de rotação e aceleração;
  • Bias – Erro independente da taxa de rotação ou aceleração;

Na próxima etapa os dados são enviados ao SNI que processa as informações através de algoritmos que apresentam como saída ou resultado a posição, velocidade e atitude de um móvel.

Para concluir este post, existem alguns giroscópios que são fabricados utilizando fibras ópticas, e a assim surge a relação da área dos Sistemas de Navegação Inercial com o Laboratório de Sensores Ópticos do PEA.

O LSO desenvolve pesquisas na área de desenvolvimento de giroscópios com fibra óptica, imerso nesse contexto, aparece a possibilidade da implementação de softwares simuladores de Sistemas de Navegação Inercial que possam auxiliar na caracterização de giroscópios e outros equipamentos ligados a área.

A partir dessas informações surgiu a idéia do meu projeto de mestrado.

Abraço a todos,

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Sistema de Navegação Inercial

Uma vez escolhida a linha de pesquisa para o mestrado, vem a primeira pergunta,

O que seria um Sistema de Navegação Inercial ?

Um Sistema de Navegação Inercial – SNI pode ser utilizado na área de navegação de aviões, navios, submarinos, e outros móveis. Sua principal função é controlar a navegação do móvel informando sempre a posição e velocidade atual. Os Sistemas de Navegação Inercial precisam de um ponto inerte ou parado como referência para iniciar o controle da navegação.

Desta forma antes da decolagem de um avião, o piloto por obrigação, primeiro precisa parar com o avião na cabeceira da pista de decolagem. Configurar o sistema de navegação incluindo informações das posições de latitude, longitude e altura, utilizando como referência inerte a própria cabeceira da pista.

Após o SNI ser alimentado pela primeira vez ainda parado, o piloto pode iniciar o procedimento de decolagem e voar para seu destino. Durante todo o vôo, o SNI realiza o processo de calcular a posição e a velocidade atual, através da realimentação do sistema a partir de equipamentos instalados no avião que detectam movimentos de aceleração e a rotação.

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Plano de Pesquisa I

Como tudo começou…

Quando ingressei no programa de pós-graduação como aluno no Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas – PEA, meu orientador, prof. Josemir, solicitou um plano de pesquisa com a descrição do projeto de mestrado que pretendia realizar.

Atualmente o prof. Josemir coordena o Laboratório de Sensores Ópticos – LSO que faz parte do departamento PEA, onde são desenvolvidas diversas linhas de pesquisa, entre elas, a área de Sistemas de Navegação Inercial.

Entrada do Laborátorio de Sensores Ópticos

Entrada do Laborátorio de Sensores Ópticos

Quando comecei a pensar em qual seria o tema para o projeto, sempre tive na cabeça que:

  • O tema deveria ter relação com computação;
  • Gostaria de implementar um software;
  • Possibilidade da troca de informações com pesquisas que estivessem ocorrendo no departamento;
  • Que fosse um desafio, mais realizável.

Avaliando todas linhas de pesquisa, optei por trabalhar com Sistemas de Navegação Inercial, por ser tratar de uma área de pesquisa de muitas possibilidades de trabalho e também em crescente expansão mundial.

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Olá Mundo

Meu nome é Domingos Bernardo Gomes Santos, sou estudante da Escola Politécnica de São Paulo – POLI/USP, incluso no programa de pós-graduação da engenharia elétrica, no Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas – PEA.

Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas - PEA

Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas - PEA

Meu orientador é o prof. Josemir Coelho Santos.

Minha intenção é utilizar esse Blog para descrever o dia a dia do meu projeto de mestrado.

Para iniciar, nos próximos posts, estarei contando como tudo começou, o estado atual do trabalho, e onde prentendo chegar !

abraço a todos,

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